Los Angeles, Janeiro de 2009 —A Fundação Prem Rawat doou cerca de 50 mil dólares para patrocinar cinco ambulatórios oftalmológicos móveis, que atenderam nas zonas rurais pobres da Índia, durante os meses de novembro e dezembro de 2008, em parceria com a Fundação Premsagar da Índia.
Esses ambulatórios estabeleceram-se em Ranchi (quatro dias), em Hyderabad (três dias), em Jaipur (três dias), em Dausa (dois dias) e em Déli (quatro dias). Médicos e optometristas consultaram aproximadamente 9700 pessoas: distribuíram colírios (para combater infecção) a mais de 8500 indivíduos, ofereceram cerca de 6400 pares de óculos e identificaram mais de mil pacientes com catarata, que receberam encaminhamento apropriado.
"Este acampamento dá olhos aos cegos", disse Maheshwari Devi, um dos atendidos. "Deram-me um par de óculos, depois que eu fiz o exame de vista". Agora já posso voltar à minha rotina diária, sem dificuldades”.
Mais de 15 milhões de pessoas na Índia sofrem de cegueira e estima-se que 75% delas poderiam enxergar, se tivessem tido o cuidado necessário (em "The Times of India", de outubro de 2007). O país sofre grave carência de profissionais na área oftalmológica e não consegue atender à demanda da população mais pobre, que terá por isso uma educação limitada e sofrerá entraves na disputa pelas oportunidades de trabalho.
“É uma honra para mim fazer parte deste acampamento, atendendo pessoas que não recebem nem mesmo os serviços básicos de assistência médica”, disse o Dr. Ratnesh Kumar, um dos médicos presentes, que doou o seu tempo para cuidar delas. “Esta clínica oftalmológica oferece atendimento desinteressado a uma população carente, em sua própria comunidade, sem cobrar nada”.
Durante os últimos cinco anos, a Fundação Prem Rawat tem mantido regularmente em toda a Índia essas clínicas oftalmológicas, com apoio voluntário de médicos e de outros profissionais da área. Até essa data, quase 30 mil pessoas fizeram exames de vista, quase 18 mil ganharam óculos, cerca de 22 mil receberam colírios, e 2400 casos de catarata foram diagnosticados e encaminhados a especialistas.
“Era difícil ler e identificar palavras, mas agora ficou fácil ver as coisas”, afirmou Hari Narayan, da aldeia de Lakhana. “Até me deram remédio para os olhos. Agora já posso ler e escrever no trabalho”.

